Terra mãe de saudosos filhos 
Que mesmo estando, de ti, tão distantes 
Têm na alma os fortes laços. 
Daqueles cujas súplicas são constantes.

E eles se perdem, minha terra, em diários devaneios 
Do retorno aos braços calorosos desse solo fecundo 
Gerador de frutos enraizados pelos teus próprios seios 
 Estes, fonte inesgotável de um nostálgico sonho mudo.

São teus filhos e seus corações ufanos 
Que, longe de ti, carregam tão triste sina 
Trazem o afã e a esperança em prantos 
De cruzar o mar da saudade num belo dia.

Inspirar sem medo o suave perfume das árvores tuas 
Gozar, à noite, a visão divina da atmosfera estrelada 
Juntando as lágrimas ao límpido brilho dessas águas 
Por quem a vida do teu chão sempre esteve irrigada

Para rever os seus irmãos estão a rogar 
São esses conterrâneos de similares lembranças 
Não têm a solução para seu triste pesar 
Mas cada um carrega estas idênticas esperanças:

De deitar-se, doce terra, no teu colo materno 
Agradecer por estar, mais uma vez, perto de ti 
Abraçando o caminho da felicidade dizendo 
Água Quente, hei de morrer no lugar onde nasci.

Água Quente